A obesidade é, provavelmente, a doença em que melhor se aplica o ditado “é melhor prevenir do que remediar”, pois uma vez estabelecida é de difícil tratamento e os resultados a médio e longo prazo são desalentadores. Além disso, prevenindo a obesidade estamos prevenindo também o Diabetes, as doenças do coração e a hipertensão, entre outras.
A prevenção deve incluir medidas que se iniciem já na infância, uma vez que o risco de uma criança se tornar um adulto obeso é até sete vezes maior do que uma não obesa, e esse risco é tanto maior quanto mais cedo se inicia o aumento de peso. Na prevenção da obesidade na infância o pediatra tem um papel de destaque estimulando o aleitamento materno e a introdução correta dos alimentos, bem como identificando quando uma criança apresenta aumento excessivo de peso em relação à altura,e exigindo orientação nutricional para evitar o desenvolvimento da obesidade.
Numa estratégia global de prevenção é necessário o envolvimento da família, escolas, órgãos governamentais, mídia, indústria de alimentos e a sociedade como um todo. Entre as medidas cabíveis estão:
Basta um passeio no “shopping” para que nos certifiquemos disso: O consumo de refrigerantes ultrapassou há muito tempo o de água e o copo de refrigerante triplicou de tamanho. O saco de pipoca transformou-se num “balde” de pipoca. A casquinha agora é uma cestinha de sorvete com direito a várias opções de cobertura. O “Fast food” é o prato do dia da maioria dos jovens. A venda de bebidas alcoólicas bate recorde a cada ano.
Com estas medidas estaremos, todos nós, contribuindo para que a obesidade deixe de ser talvez o maior problema de saúde do século que se inicia.
Dr. João Luis Horta S. C. Lopes
Médico Endocrinologista do Albert Sabin Hospital e Maternidade